Epifania do Senhor

“Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Nós vimos a sua estrela no Oriente, e viemos para prestar-lhe homenagem.” (Mt 2, 2)

Nossa incapacidade para adorar

José Antonio Pagola

O ser humano atual ficou em grande parte atrofiado para descobrir a Deus. Não que ele seja ateu. É que ele se tornou “incapaz de Deus”. Quando um homem ou uma mulher só busca o amor sob formas decadentes, quando sua vida é movida exclusivamente por interesses egoístas de lucro e ganho, algo seca em seu coração.

Muitos vivem hoje um modo de vida que os oprime e empobrece. Envelhecidos prematuramente, endurecidos por dentro, sem capacidade de abrir-se a Deus por nenhum resquício de sua existência, caminham pela vida sem a companhia interior de ninguém.

O teólogo Alfred Delp, executado pelos nazistas, via neste “endurecimento interior” o maior perigo para o ser humano moderno: “Assim o homem deixa de alçar até as estrelas as mãos de seu ser. A incapacidade do ser humano atual de adorar, de amar e de venerar tem sua causa em sua excessiva ambição e no endurecimento de sua existência”.

Esta incapacidade de adorar a Deus apoderou-se também de muitos crentes que só buscam um “Deus útil”. Só lhes interessa um Deus que sirva para seus projetos individualistas. Assim Deus se converte em um “artigo de consumo” do qual se dispõe segundo nossas conveniências e interesses. Mas Deus não é isso. Deus é Amor infinito, encarnado em nossa própria vida. E, diante desse Deus, só nos cabe a adoração, o júbilo, a ação de graças.

Quando se esquece isto, o cristianismo corre o perigo de converter-se num esforço gigantesco de humanização, e a Igreja numa instituição sempre tensa, sempre oprimida, sempre com a sensação de não conseguir o êxito moral pelo qual luta e se esforça.

Mas a fé cristã é, antes de tudo, descobrir a bondade de Deus, experiência agradecida de que só Ele salva: o gesto dos magos diante do Menino de Belém expressa a atitude primordial de todo crente diante de Deus feito homem.

Deus existe. Está aí, no fundo de nossa vida. Somos acolhidos por Ele. Não estamos perdidos no meio do universo. Podemos viver com confiança. Diante de um Deus, do qual só sabemos que Ele é Amor, não cabe senão a alegria, a adoração e a ação de graças. Por isso, “quando um cristão pensa que já nem sequer é capaz de orar, deveria pelo menos ter alegria” (Ladislao Boros).


JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

 

Epifania do Senhor

Reflexões do exegeta Frei Ludovico Garmus

 Oração: “Ó Deus, que hoje revelastes o vosso Filho às nações, guiando-as pela estrela, concedei aos vossos servos e servas que já vos conhecem pela fé, contemplar-vos um dia face a face no céu”.

Primeira leitura: Is 60,1-6

Apareceu sobre ti a glória do Senhor.

Em 597 a.C., Nabucodonosor conquistou Jerusalém e levou para Babilônia a elite governante de Judá, inclusive o sacerdote Ezequiel. Na época pós-exílica, um profeta anônimo anima os exilados que ainda não voltaram a retornarem a Jerusalém. O Templo estava sendo reconstruído e a cidade aumentava sua população; as luzes das lamparinas, sinal de vida nas casas novamente habitadas, começavam a multiplicar-se na escuridão das ruínas da cidade em reconstrução. Jerusalém logo haveria de brilhar como um facho luminoso, atraindo a si até os povos pagãos. Se no passado Jerusalém foi saqueada pelos dominadores, agora, camelos e dromedários vão trazer riquezas de todas as partes. Com seu incenso, proclamarão a glória do Senhor no Templo. No exílio, os judeus aprenderam a conviver com exilados de outras nações. O profeta anuncia que essas nações também farão parte do novo Israel. O Deus de Israel é o Deus de todos os povos.

Salmo responsorial: Sl 71

As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

 Segunda leitura: Ef 3,2-3a.5-6

            Agora foi-nos revelado que os pagãos

             são co-herdeiros das promessas.

O Evangelho pregado por Paulo dirigia-se a judeus e pagãos, escravos e livres, sem distinção. Paulo entende que as promessas de um Salvador não se restringem apenas aos judeus, mas incluem a todos os povos. O Apóstolo considera esta nova forma de anunciar a salvação em Jesus Cristo como a revelação que lhe foi dada pelo Espírito, um mistério escondido no passado e agora revelado: Não só os judeus são destinatários da salvação trazida por Jesus Cristo, mas também todos os pagãos. Paulo abre seu coração à comunidade cristã de Éfeso, formada, sobretudo, por pagãos convertidos: “Se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito”. Paulo se alegra por ter podido colaborar na difusão do evangelho também em Éfeso. Hoje, também nós nos alegramos com os magos que vieram de longe para adorar o Menino Jesus, Salvador de toda a humanidade (Evangelho).

Aclamação ao Evangelho

    Vimos sua estrela no Oriente

            e viemos adorar o Senhor. 

Evangelho: Mt 2,1-12

            Viemos do Oriente adorar o Rei.

Magos vêm do oriente para Jerusalém, orientados pelo sinal de uma estrela. Eles procuram um rei recém-nascido, que teria nascido no palácio de Herodes. O rei Herodes fica alarmado com a notícia que parecia ameaçar seu trono. Com ele, toda a cidade de Jerusalém fica perturbada, pois o rei era conhecido como um homem violento. Herodes consulta os entendidos nas Escrituras, a fim de responder aos magos onde deveria nascer o tal futuro rei. Os sumos sacerdotes e escribas respondem, citando a profecia de Miqueias: o futuro rei, o Messias esperado como o salvador de Israel, deveria nascer em Belém de Judá. Os doutores não acreditam nos magos, embora soubessem ler interpretar as Escrituras. Herodes finge interesse, mas tem más intenções. Somente os magos pagãos acreditaram na profecia de Balaão, um profeta pagão famoso na Transjordânia e citado na Bíblia: “Vejo-a, mas não é agora, contemplo-a, mas não está perto: Uma estrela avança de Jacó, um cetro se levanta de Israel (…), um dominador sairá de Jacó” (Nm 24,17-19). Iluminados pelas Escrituras Sagradas, os magos são novamente guiados pela maravilhosa estrela até o vilarejo de Belém. Chegando à casa onde moravam os pais com o menino, os magos prostram-se em adoração e oferecem seus presentes: ouro, porque ele é rei; incenso, porque é Deus e mirra, porque é homem mortal. Mais tarde, José de Arimateia e Nicodemos irão preparar o corpo de Jesus para a sepultura, utilizando 30 quilos de uma mistura de mirra e aloés (Jo 19,39).

Há dois caminhos que nos conduzem a Deus: Os sinais da natureza e os Livros Sagrados. Santo Agostinho fala de dois livros escritos por Deus: um livro que todos podem ler são as obras da Criação, outro são as Escrituras Sagradas. Estes são os livros que nos levam ao encontro com o Salvador da humanidade. Os magos leram os sinais nas estrelas e chegaram até Jerusalém. Julgavam que um rei deveria nascer num palácio. Mas iluminados pela Palavra de Deus, encontraram uma casa simples onde o menino-rei morava com seus pais, Maria e José.


FREI LUDOVICO GARMUS, OFMé professor de Exegese Bíblica do Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis (RJ). Fez mestrado em Sagrada Escritura, em Roma, e doutorado em Teologia Bíblica pelo Studium Biblicum Franciscanum de Jerusalém, do Pontifício Ateneu Antoniano. É diretor industrial da Editora Vozes e editor da Revista “Estudos Bíblicos”, editada pela Vozes. Entre seus trabalhos está a coordenação geral e tradução da Bíblia Sagrada da Vozes.

 

Festa da universalidade e da missionariedade

Frei Clarêncio Neotti

Os textos litúrgicos acentuam hoje muito a universalidade e, consequentemente, a missionariedade do povo cristão. Não era fácil para as primeiras comunidades compreenderem que o Messias viera para todos. Havia a ideia de que o Messias seria apenas para o povo escolhido. Jesus mesmo teve dificuldades nisso, para não escandalizar ninguém (Mt 10,5-6). Quando começaram a crescer as comunidades, depois de Pentecostes, os pagãos que se convertiam deviam primeiro se circuncidar, isto é, tornar-se hebreus, para depois se fazerem batizar. São Paulo reagiu e defendeu o direito de todos passarem do paganismo ao cristianismo diretamente. Um dos textos de Paulo ocorre na segunda leitura de hoje: “os pagãos (gentios) são coerdeiros e membros de um mesmo corpo, coparticipantes das promessas em Cristo Jesus, mediante o Evangelho” (Ef 3,6).

Em contrapartida, os batizados assumem a obrigação de levar a todos a mensagem cristã. A missionariedade da Igreja faz parte da própria natureza da Igreja. Ver os povos prostrados diante do Presépio é ver os cristãos saindo do Presépio em direção aos quatro cantos do mundo.


FREI CLARÊNCIO NEOTTI, OFMentrou na Ordem Franciscana no dia 23 de dezembro de 1954. Durante 20 anos, trabalhou na Editora Vozes, em Petrópolis. É membro fundador da União dos Editores Franciscanos e vigário paroquial no Santuário do Divino Espírito Santo (ES). Escritor e jornalista, é autor de vários livros e este comentário é do livro “Ministério da Palavra – Comentários aos Evangelhos dominicais e Festivos”, da Editora Santuário.

 

Dos que anseiam encontrar a casa de Deus

Uma criança envolta em panos

 Frei Almir Guimarães

Com frequência nossa vida transcorre na crosta da existência. Trabalhos, contatos, problemas, encontros, ocupações diversas nos levam para cá e para lá; e nossa vida vai passando, enchendo cada instante com algo que precisamos fazer, dizer, ver ou planejar.  Corremos assim o risco de perder nossa identidade, de transformarmo-nos numa coisa a mais entre outras e de viver em que direção caminhar. Existe uma luz capaz   de orientar nossa existência?  Existe uma resposta aos nossos anseios e aspirações mais profundas? A partir da fé cristã esta, essa resposta existe. Essa luz já brilha na criança de Belém

José Antonio Pagola

♦ Entre os diversos personagens que fazem parte do presépio do Menino Jesus, apenas Mateus faz alusão à visita de Magos vindo do Oriente. Antes tinham acorrido ao presépio pastores curiosos e simples. Agora três ilustres cavalheiros.  Peregrinos de Deus.   Gente de outros cantos da terra e do mundo.  Símbolos de todos os buscadores de Deus. Chegam, parlamentam, conversam com uns e outros a respeito do nascimento do Menino.  Trazem presentes.  Gente de coração generoso e reto.  Falam de uma estrela que havia aparecido no céu de suas vidas e no firmamento de seu país. Obstinadamente venceram obstáculos. O  amor de  Deus, assim,  se manifesta a todas as nações da terra. É nossa história, o relato da nossa aventura humana que aí é retratado.

♦ Buscadores de Deus! Que bom se esta aventura fosse verdadeira para nós em nossos tempos,  que não cessamos nossa  busca. Muitos de nós nascemos no seio de famílias cristãs e fomos sendo envolvidos por ritos e símbolos.  Passamos a viver uma “religião” com rezas e sacramentos.  Alguns tivemos a chance de viver numa família esclarecida e num ambiente em que o Evangelho era levado em conta.  Outros foram separando vida da fé e fé da vida. Foram perdendo o fogo da busca de Deus, o fogo do Evangelho.  Deus não pode ser um acessório, um  “à coté”, ao lado daquilo que  chamamos de vida.  O que conta não é a vida?

♦ Há aqueles que, interpelados pelo maravilhoso, pelo inesperado ou pelo trágico da vida sentiram brilhar uma estrela, o frágil cintilar de uma estrela:  o nascimento de um filho,  uma turbulência familiar,  a ameaça de um fracasso no casamento, uma derrocada financeira, o inferno das drogas,  a visita de uma pessoa que mais parecia um anjo caído do céu. Estrelas nossas vidas no meio do ferial.

♦ Há os que encontram ou reencontraram a fé frequentando as páginas dos evangelhos e tentando descobrir o Deus de Jesus Cristo nas parábolas, nos ditos do Mestre, na esperança que se se podia perceber em sua fala.  São pessoas que, aos poucos, vão fazendo suas as respostas de Levi e Zaqueu e hospedam o Senhor em sua intimidade.  Umas vão se identificando com o filho pródigo e sentem o abraço do Pai das misericórdias.  Trazem para ao presépio o tesouro de suas vidas.

♦ Muitos descobrem a Deus na dedicação aos outros.  Sentem-se felizes quando podem ser para e sendo para… compreendem que Deus é ser para…  Lembram-se das lições do catecismo onde haviam aprendido que quando damos um copo de água fria ao menor dos nossos irmão é a  Jesus que o ofertamos.

♦ Deus vem no visitar e chega na simplicidade de um nascimento e termina seus dias no alto de uma cruz, completamente injustiçado, privado até de suas vestes.  Um Deus que não mora nas alturas, mas chega perto de cada um de nós.  O Menino deitado nas palhas, no despojamento total, carente de nossa atenção, é a verdadeira luz que ilumina todo homem que vem a este  mundo. Veio para todos o orbe.  Fora dele não há claridade.  Através dos tempos fomos vendo a procissão de peregrinos iluminados pela luz da estrela da fé. Os Magos representam os homens e as mulheres que carregam questionamentos e interrogações, que não estão satisfeitos com a vida pela metade, que buscam um sentido mais pleno para os dias que vivem.


Textos para reflexão

Os magos, da cidade real, onde julgavam dever encontrar o rei, dirigem-se à pequena cidade de Belém. Entram no estábulo e encontram um recém-nascido envolto em panos.  Não se aborrecem com o estábulo, não se chocam com os panos, nem se escandalizam com o menino amamentado:  prostram-se, veneram-no como rei, adoram-no como Deus.  Quem os conduziu, também os instruiu, e quem os avisou exteriormente pela estrela, também os alertou no  segredo do coração.  Assim esta manifestação do Senhor tornou glorioso este dia e a piedosa veneração dos magos o fez venerável.


Dos sermões de São Bernardo, abade

Hoje os magos que procuravam o Senhor resplandecente nas  estrelas, o encontram num berço.  Hoje os magos veem claramente envolvido em panos aquele que há muito tempo  buscavam de modo o obscuro nos astros.   Hoje os magos contemplam maravilhados, no  presépio, o céu na terra, a terra no céu, o homem em Deus, Deus no homem e incluído  no corpo pequenino de uma criança,  aquele que o universo não pode conter.   Vendo-o proclamam sua fé e não discutem oferecendo-lhe místicos presentes, incenso a Deus,  ouro ao  rei e mirra ao que havia de morrer.

São Pedro Crisólogo


Oração

Estás perto,
estás sempre,
estás esperando
e eu não me detenho.
Respeitas minha liberdade,
caminhas junto a mim,
sustentas minha vida
e eu não te tomo conhecimento.
Tu me ajudas a conhecer-me,
me faz como a um filho,
me chamas a ser eu mesmo
e eu  não te presto atenção.
Tu me amas com ternura,
queres o melhor para mim,
me ofereces tudo o que é teu
e eu  não te agradeço.

F.Ulíbarri


FREI ALMIR GUIMARÃES, OFMingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

 

Salvação universal e cobiça de poder

Pe. Johan Konings

No dia 6 de janeiro ou no domingo seguinte celebramos a festa chamada Epifania ou Revelação do Senhor, popularmente, a festa dos Reis Magos, porque o evangelho conta a história dos magos que viram a estrela de Belém.

E de Herodes, que não a viu…

No Antigo Testamento, alguns profetas sonharam com a restauração de Israel. O “terceiro Isaías”, vivendo logo depois que os judeus voltaram do exílio babilônico, tem uma visão da restauração do povo: todos os povos vão ver a luz de Deus que brilhará sobre a Cidade Santa, Jerusalém.

Os judeus dispersos e mesmo os povos pagãos chegarão trazendo ricos presentes. O mundo inteiro proclamará as obras gloriosas do Senhor (1ª leitura). Ora, essa confluência de judeus e pagãos realiza-se no povo fundado por Jesus Cristo. Este é o “mistério”, o projeto escondido de Deus, que Paulo conhece por experiência pessoal; ele dedicou sua vida a pregar o evangelho a judeus e pagãos (2ª leitura).

Mateus, no evangelho, traduz a fé de que Jesus é o Messias universal numa narração que descreve a realização da profecia da 1ª leitura: reis magos (astrólogos) do Oriente enxergam a luz que brilha sobre Belém, cidade de Davi, na proximidade de Jerusalém. É a estrela do recém-nascido messias, “rei dos judeus”. Querem adorá-lo e oferecer-lhe seus ricos presentes. Ora, o rei “em exercício”, Herodes, juntamente com os doutores e os sacerdotes, não enxerga a estrela que brilha tão perto; é obcecado por seu próprio brilho e sede de poder. Os reis das nações pagãs chegam de longe para adorar o menino, mas os chefes dos judeus tramam sua morte… As pessoas de boa vontade, aqueles que realmente buscam o Salvador, o encontram em Jesus, mas os que só gostam de seu próprio poder têm medo de encontrá-lo.

Significativamente, o medo de Herodes, o Grande, o leva a matar todos os meninos de Belém (cf. a festa dos Santos Inocentes, 28 de dezembro). Por que se matam ou se deixam morrer crianças também hoje? Porque os poderosos absolutizam seu poder e não querem dar chances aos pequenos, nem sequer para viverem. Preferem sangrar o povo pela indústria do armamento, dos supérfluos, da fome….

Pobre e indefeso, Jesus é o não-poder. Ele não se defende, não tem medo. Em redor dele se unem os povos que vêm de longe. “E, avisados num sonho, voltaram por outro caminho”. O caminho, na Bíblia, é o símbolo da opção de vida da pessoa (Sl 1). Os reis magos optaram por obedecer à advertência de Deus; optaram pelo Menino Salvador, contra Herodes e contra todos os que rejeitam o “menino, matando vida inocente.


PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atua como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

 

Reflexão em vídeo de Frei Gustavo Medella: Caminhos do Evangelho | Solenidade da Epifania do Senhor

Todas as reflexões foram tiradas do site: https://franciscanos.org.br/

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